terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Carpaccio do Chef Paulinho

A história do Carpaccio

O Carpaccio foi criado em Veneza, no restaurante Harry's Bar - de Giuseppe Cipriani. Em pleno ano de 1950, a condessa Amália Nani Moncenigo pediu ao amigo Giuseppe que lhe preparasse algo com carne crua (rica em ferro) – prescrição de seu médico para curá-la de uma anemia. Guiseppe preparou a receita que tornaria famoso seu restaurante: finas lâminas de carne crua, acompanhadas de molho à base de mostarda, alcaparras e queijo ralado. O nome do prato foi uma homenagem ao pintor renascentista Vittore Carpaccio (1460-1525), conhecido por usar em todos os seus quadros luminosos tons vermelhos.

gcipriani-front

O Carppacio do Chef Paulinho

Esta é a receita de carpaccio que o meu amigo Chef Paulinho Pecora enviou.  Paulo Pecora foi eleito o Chef mais gente boa do twitter. Talentosíssimo, um verdadeiro Mago das Panelas. Obrigada Chef! É uma honra ter uma receita sua aqui no blog.

CARPACCIO DO CHEF PAULINHO

Equipamentos

Balança, liquidificador, fogão.

Utensílios

Bowl, colher, faca, frigideira.

Rendimento

1 porção

Ingredientes:

Quantidade:

Lombo de Vitela Precoce ou Largato Bovino

800 g (em uma só peça) 

Alcaparras

100 g

Queijo parmesão ralado

50 g

Queijo Pecorino ralado

50 g

Ricota defumada ralado

30 g

Azeite extra virgem

200 ml

Suco de limão

2 unidades

Folhas de manjericão fresco

20 unidades

Molho inglês

40 ml

Mostarda Jimy com ervas

40 g

Modo de Preparo:
1. Limpe a peça de largato ou lombo de vitela, embrulhe em filme PVC e congele (dica do Chef: A carne semi congelada é mais fácil de limpar).
2. Molho do Chef: Bata no Liquidificador: O azeite extra virgem, suco de limão, o manjericão, 50 g de alcaparras, o molho inglês e mostarda por 10 minutos, velocidade média, de preferência usando o "pulsar" e em várias etapas. Se utilizar as alcaparras sem lavar em água corrente não será necessário adicionar sal.
3. Fatie a carne ainda congelada bem fininha (quase transparente).
4. Montagem do Prato: Use um prato redondo, raso e largo. Arrume as finas fatias da carne seguindo o desenho do prato sobrepostas. Besunte com o molho do Chef, adicione as  alcaparras restantes e finalize com o mix de queijos.
Carpaccio 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

BISCOITO GLOBO

Férias, sol, praia impossível não lembrar do Biscoito Globo. 

Biscoito globo

O Biscoito Globo é um símbolo da praia carioca. Queria contar pra vocês um pouco da história dos famosos biscoitos…logo me lembrei do que li no blog que o jornalista Octavio Guedes tinha no Extra Online. Por lá, Octavio com seu humor inteligente, trazia assuntos inusitados, como esse sobre o Biscoito Globo. Guedinho contou com exclusividade detalhes da produção do biscoito. Aproveitou pra debochar dos jornalistas investigativos. Ah! Muito bom!

octavio

Por isso, peço licença pra dar um Ctrl+C, Ctrl+V…

MISTÉRIO DOS BISCOITOS GLOBO

O repórter de crime Jorge Antonio Barros http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/  e  meus colegas Chico Otávio, Elenilce, Angelina, Gusmão, Ahmed, Aquino, Lau, Moreira, Falcão, Werneck, Gustavo, Denise e Fagundes nunca me convidaram para integrar a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Nunca. Danem-se eles. Estou criando, por puro despeito, a Abobaji - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo Mas Só de Reportagens que Realmente Interessam Ao Leitor.

UMA SÉRIE ESPECIAL!

A primeira reportagem desta série especial (repórter investigativo não faz reportagem; faz série!) MISTÉRIOS QUE INTRIGAM O RIO é sobre os buraquinhos dos biscoitos Globo. Um segredo que dura 54 anos. Veja no flagrante acima  (repórter investigativo não faz foto, faz flagrante!): os buraquinhos do biscoito Globo são como umbigos - um é sempre diferente do outro. Como?  Por que? Eles têm milhares de fôrmas? É para nos confundir? É para caber em todos os tipos de dedos? É para desviar a atenção de assuntos supostamente mais importantes, como o aquecimento global?

EXCLUSIVO!

Tivemos acesso (repórter investigativo não entra; tem acesso)  à fábrica dos Biscoitos Globo, na Rua do Senado,  numa tarde chuvosa (engraçado: jornalista investigativo nunca descobre as coisas em manhãs ensolaradas) de quarta-feira. O inventor dos Biscoitos Globo, Milton Ponce, em princípio, negou tudo (mentira! o cara é super gente boa, abriu as portas da fábrica para nós. Mas repórter investigativo sempre dá uma valorizada e desconfia de tudo...)

SÓ NÓS TEMOS!

Ponce inventou  a vitoriosa receita  (ao qual este blog teve acesso com exclusividade- polvilho azedo, leite. ovos, açúcar, sal e gordura.......) há 54 anos,  nos fundos de uma padaria em São Paulo. Batizou o produto de Biscoitos Record (tudo em São Paulo tem que ser mais cafona!). Mudou-se em 1955 para o Rio, e foi trabalhar como confeiteiro na padaria Globo, em Botafogo (na Rua São Clemente, onde hoje é uma agência bancária). Pronto: mudou o nome do biscoito, mas manteve o enigma dos buraquinhos....

VAI DAR MAIOR REPERCUSSÃO!

De 1954 até o fim da década de 60, as rosquinhas eram feitas a mão, desenhadas em círculo manualmente com sacos de confeiteiro (aquelas bisnagas que aparecem no programa da Ana Maria Braga quando alguém enfeita bolo). O  que era obscuro, tornou-se mais impenetrável em plena ditadura (gostou Jorginho?), quando os sócios dos biscoitos Globo, em 1969,  compraram a máquina número de ordem 009/32-1765/00 (repórter investigativo acha que alguém  lê  uma porrada de algarismos com barras e traços....).

VAMOS REPERCUTIR COM O MOLON!

A máquina chama-se PINGADEIRA e foi desenvolvida em Araxá, Minas Gerais. Acompanhe a sequência feita por  Eurico Dantas, o Artilheiro do Click:

A massa é colocada no reservatório da pingadeira e  pressionada por uma chapa. A pressão é de 500 libras (o pneu do seu carro roda com 38 libras). Uma vez pressionada, a massa começa a escorrer pelos furinhos da pingadeira e cai em uma  bandeja. Mas  toda rosquinha que se preza é redondinha....foi preciso desenvolver um sistema em que a bandeja fica rodando lá em baixo, num movimento de 180 graus. Confiram:  a pingadeira tá parada, mas a bandeja tá rodando.

NUNCA NINGUÉM DEU ISSO!

Enquanto a bandeja samba e desenha os círculos, o funcionário X. (se não tiver nenhum X. a reportagem não é investigativa Se tiver Y, então, cria um selo e inscreve pra prêmio....) controla a quantidade de massa que cai, determinando a grossura  de cada biscoito.

QUADRO COM NUMERALHA

Em cada bandeja cabem 41  rosquinhas.  Elas vão direto para um dos cinco fornos da fábrica,  onde são assadas por 15 minutos. "As pessoas preferem as rosquinhas mais claras. 70% de nossa produção  são roscas claras e salgadas", observa Ponce. Depois, os biscoitos são embaladas manualmente e estão prontos para o consumo. Por dia são produzidas 120 mil rosquinhas, ou 600 Kg. "Tchau!", disse em off Mauro Ponce, encerrando a entrevista (se não tiver off, não é reportagem investigativa).

AGORA É COM VOCÊ

Chegou a sua vez. Ajude  a ABOBAJI a desvendar os mistérios que intrigram o Rio, sugerindo temas ou votando nas opções:

1 - Herbert Richard, o da versão brasileira dos filmes, existe? É uma pessoa? Ele fala primeiro em inglês e depois traduz ou conversa normalmente?

2 - Quem é o herdeiro de Amaral Neto. É Amaral Bisneto? Ele é repórter?

3 - Por que o Mate Leão vendido na praia tem um gosto, o de saquinho feito em casa tem outro e o do copinho do supermercado é diferente dos outros dois?

Deixe aqui sua sugestão:

Minha sugestão: Octavio retome esse blog! Bjs temperados

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Bolo Rei? Bolo de Reis? Bolo da Sorte?

Este bolo é a doce representação dos presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus. A  parte exterior simboliza o ouro, as frutas secas e as cristalizadas representam a mirra, o incenso está representado no aroma do bolo.

Bolo de Reis

Recheado com Fava

A explicação para a existência da fava no interior no bolo rei está ligada a uma lenda, segunda a qual quando os Reis Magos viram a estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si o direito de entregar ao menino os presentes que levavam. Como estes não conseguiam chegar a um acordo, um padeiro, propôs fazer um bolo com uma fava no interior da massa, em seguida, cada um dos três magos do  Oriente pegaria numa fatia, o rei que tivesse a sorte de retirar a fatia que possuísse a fava, ganharia o direito de entregar os presentes a Jesus. Não se sabe qual foi contemplado com a fatia premiada, pode ter sido qualquer um dos três, Baltazar, Belchior ou Gaspar.

reis_magos

História do Bolo Rei

Os romanos costumavam votar com favas, prática introduzida nos banquetes das Saturnais, durante as quais se procedia à eleição do Rei da Festa, também chamado Rei da fava. A influência da Igreja na Idade Média determinou a criação do Dia de Reis, simbolizado por uma fava introduzida num bolo, cuja receita se desconhece. A receita do Bolo Rei  que proporcionava prosperidade a quem comesse a fatia que possuísse a fava correu o mundo. Para que a profecia se concretize é preciso que a pessoa que  receba a fatia com a fava, ofereça o Bolo Rei no ano seguinte.

Os portugueses trouxeram o Bolo Rei para o Brasil

Em Portugal, a primeira casa onde se vendeu o Bolo Rei foi a Confeitaria Nacional, em Lisboa, certamente depois de 1869. Outras confeitarias do local passaram a vender a delícia. Logo diversas maneiras diferentes de preparar receita surgiram, sempre respeitando a tradição do recheio de fava. Os imigrantes portugueses trouxeram para o Brasil a receita do bolo. Por aqui, ainda hoje o Bolo de Rei é degustado no dia 6 de janeiro, quando os cristãos celebram a adoração do Menino Jesus pelos Reis Magos. A receita brasileira substitui a fava por um brinde. Essa tradição mantém viva a simbologia do natal de fé, prosperidade e esperança!

Fonte: Livro - “Festas e Comeres do Povo Português I” de Afonso Praça

BOLO REI

Utensílios

Bowl, faca, forma, fuet, panela, peneira, zester.

Equipamentos

Balança, batedeira, fogão, forno.

Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Farinha de trigo peneirada

750 g

Fermento biológico

20 g

Manteiga sem sal

200 g

Açúcar refinado

220 g

Frutas cristalizadas

150 g

Frutas secas

150 g

Ovos

4 unidades

Raspas de casca de limão

1 unidade

Raspas de casca de laranja

1 unidade

Vinho do Porto

40 ml

Sal refinado

5 g

Fava de baunilha ou brinde

1 unidade

Água

50 ml p/ pincelar

Açúcar

50 g p/ pincelar

Manteiga e farinha

p/ untar e enfarinhar

Fondant:

Manteiga sem sal

20 g

Leite integral

120 ml

Açúcar de confeiteiro

400 g

Modo de Preparo:

1. Pique as frutas secas e cristalizadas, deixe macerar no vinho do Porto, reserve algumas inteiras para decoração.

2. Prepare a esponja: Dissolva o fermento em 20 ml de água, 20 gramas de açúcar e 50 gramas de farinha, deixe descansar por 20 minutos.

3. Na batedeira coloque a manteiga, o açúcar, as raspas de limão e laranja e os ovos. Bata até obter um creme homogêneo.

4. Retire o creme da batedeira e junte a esponja, a farinha e o sal. Sove a massa até ober uma textura elástica.
5. Deixe a massa descansar por 20 minutos.
6. Unte uma forma e enfarinhe.
7. Abra a massa e acrescente as frutas secas e cristalizadas.
8. Coloque a massa na forma e faça um furo para colocar a fava ou o brinde(embrulhado em papel vegetal). Deixe a massa dobrar de volume.
9. Pincele o bolo com a água açucarada. Leve ao forno a 220ºC para assar por 30 minutos.
10. Fondant: Peneire o açúcar de confeiteiro e junte a manteiga e o leite. Leve ao fogo em banho-maria e cozinhe, sem parar de mexer, por 10 minutos. 
11. Desenforme o bolo e despeje o fondant, decore com as frutas secas e cristalizadas.

bolo de reis cortado                                                                    Chef Cris Leite

domingo, 13 de dezembro de 2009

Panetone: a história que o governador Arruda desconhece

Em tempos de ricos panetones, é necessário conhecer a origem e a receita deste pão tradicional natalino. José Geraldo Grossi, advogado do governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal, deveria se informar mais sobre a origem do panetone… 

origem-panetone

O panetone é um alimento tradicional da época de Natal de origem milanesa, do norte da Itália. Em meados do século XV, um jovem morador de Milão apaixonou-se pela filha de um padeiro. Porém, o pai que chamava Toni não aceitava tal namoro, diante da situação o jovem resolveu se disfarçar de ajudante de padeiro e criou um pão doce. Um pão diferente, com frutas secas de um tamanho fora do normal para época, ganhou destaque na padaria também por ter uma forma de uma cúpula de igreja.

panetone 4

O jovem dizia para todos na padaria que o autor da receita era o Toni, pai da sua amada. Foi grande o crescimento de clientes, pedindo principalmente pelo “pani di toni". O nome deste pão doce passou por algumas variações durante o tempo até chegar ao que é hoje: panetone.

panetone 3

Esta receita de panetone é do meu mestre Chef Juan Bertoni.que me ensinou a respeitar o crescimento das massas e fazer pães com o coração.

Juanito Bertoni

PANETONE DO CHEF JUAN BERTONI 

Equipamentos

Balança analítica, batedeira, fogão, forno.

Utensílios

Bowl, colher, forma para panetone, peneira.

Rendimento 4 unidades de 12 centímetros de diâmetro
Insumos:

Ingredientes

Quantidade

Esponja:

Farinha de trigo

150 g

Água

75 ml

Fermento biológico

20 g

Açúcar refinado

                     30 g

Massa:

Passas brancas

150 g

Farinha de trigo

350 g

Leite integral

150 ml

Sal refinado

5 g

Açúcar refinado

170 g

Manteiga sem sal

200 g

Gemas

4 unidades

Baunilha em fava

1/4 unidade

Raspas de casca de laranja

1/4 unidade

Frutas cristalizadas

200 g

Modo de Preparo:

1. Pesar os insumos.

2. Esponja: Misturar a farinha a água e o açúcar. Deixe descansar no mínimo por 40 minutos e no máximo 3 horas.

3. Massa: Acrescentar os demais ingredientes secos peneirados.

4. Acrescente os ovos, misture, junte o leite aos poucos.

5.  Sovar a massa até atingir o
"ponto de véu"
6. Acrescente as frutas e as passas.
7. Colocar a massa em formas especiais para panetone até a metade., deixe descansando até que ela dobre de volume.
8. Asse em forno a 180ºC por 35 a 45 minutos.
Sugestão do Chef Juan Bertoni:
          SORVETONE
1. Cortar a parte de cima do  panetone, reserve a tampa.
2. Retire o miolo e misture com 1 litro de sorvete do sabor que desejar e 220 ml de creme de leite fresco.
3. Recheie o panetone, recoloque a tampa. Passe um filme plástico e leve ao freezer por 3 horas. 
panettone 

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pão de Queijo

No século XVIII a farinha de trigo que chegava de Portugal, além de cara era de péssima qualidade. Para continuar preparando biscoitos, as cozinheiras das fazendas de Minas Gerais substituíram a farinha por polvilho. Aos poucos, foram incorporando ao biscoito de goma os queijos que endureciam e não eram consumidos. O que essas “Chefs” não imaginavam é que inventaram uma das mais famosas delícias mineiras: o pão de queijo.

Usar polvilho doce ou polvilho azedo?

A receita deve ter cinquenta por cento de polvilho doce e cinquenta por cento de polvilho azedo. Essa combinação resulata num pão de queijo com mais volume, com a textura mais porosa, o miolo mais macio e mais leve, bem crocante por fora, ou seja, DELICIOSO!

PÃO DE QUEIJO

Equipamentos

Balança analítica, fogão, forno.

Utensílios Bowl, colher, panela, tabuleiro.
Rendimento 30 unidades

 

 

 

 

 

 

 

 

Ingredientes

Quantidade

Água

50 ml

Óleo

250 ml

Leite integral

250 ml

Ovos

4 unidades

Polvilho doce

250 g

Polvilho azedo

250 g

Sal refinado

3 g

Queijo curado ralado

500 g

Manteiga

p/ untar o tabuleiro

Modo de Preparo:

1. Coloque numa panela a água, o leite, o óleo e o sal, leve ao fogo até começar a ferver.

2. Misture os polvilhos, coloque o polvilho num bowl grande e fundo. Acrescente a mistura fervente, misture bem e deixe amornar.

3. Junte os ovos um a um, misture bem até a massa ficar homogênea. 
4. Acrescente o queijo ralado, misture bem. 
5. Leve a massa à geladeira por 30 minutos.
6. Passe óleo nas mãos para a massa não grudar. Modele os pãezinhos.

7. Unte um tabuleiro com manteiga e coloque os pãezinhos.

8. Asse em forno a 180ºC até que estejam dourados.


 
Chef Cris Leite

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Chuchu com Camarão – Pequeno Notável

Um receita simples e deliciosa. O chuchu com camarão é uma preparação típica brasileira (mesmo sendo o chuchu originário da América Central). É um dos raros pratos brasileiros que não recebeu a interferência dos índios, pois eles davam preferência ao camarão assado e raramente misturavam o crustáceo com outra coisa que não fosse a farinha de mandioca.
chuchu
Segundo , o ensopado de camarão era consumido no centro do Rio de Janeiro no fim do século XIX ,com influência dos guisados da cozinha portuguesa. A inclusão do chuchu é creditada aos cozinheiros da , em 1894. Uma pesquisa pra resgatar a história gastronômica da confeitaria, revelou o prato camarão ensopadinho com chuchu nos cardápios da época.
RIO XIX
Essa iguaria dos Deuses aparece também na letra da música Disseram que eu voltei americanizada, sucesso cantado por (1909 –1955). Na mensagem da música a pequena notável afirma que depois da língua, o vínculo com a comida é o mais resistente quando se está longe da pátria. O samba assegurou o elo entre Carmen e o Brasil, quando encerra o recado dizendo: “Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu”.
Carmem Miranda
Carmem Miranda sabia das coisas:
Disseram que eu voltei americanizada
Disseram que eu voltei americanizada
Com o burro do dinheiro
Que estou muito rica
Que não suporto mais o breque do pandeiro
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca
E disseram que com as mãos
Estou preocupada
E corre por aí
Que eu sei certo zum zum
Que já não tenho molho, ritmo, nem nada
E dos barangandãs já não existe mais nenhum
Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno
Eu posso lá ficar americanizada
Eu que nasci com o samba e vivo no sereno
Topando a noite inteira a velha batucada
Nas rodas de malandro minhas preferidas
Eu digo mesmo eu te amo, e nunca I love you
Enquanto houver Brasil
Na hora da comida
Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu.
ENSOPADINHO DE CHUCHU COMCAMARÃO
Equipamentos
Balança analítica, fogão.
Utensílios
Bowl, colher de polietileno, faca, panela.
Rendimento
4 porções
CHUCHUuCamarao
Ingredientes
Quantidade
Camarão limpo
650 g
Chuchu
350 g
Alho
10 g
Azeite extra virgem
20 ml
Cebola branca picada
70 g
Pimentão verde picado
50 g
Tomate s/ pele s/ semente picado
80 g
Salsa fresca picada
1/2 molho
Coentro fresco picado
1/2 molho
Alecrim fresco picado
10 g
Sal e pimenta do reino
a gosto
Extrato de tomate
10 g
Caldo de camarão
300 ml
Leite de coco
60 ml
Modo de Preparo:
1. Tempere o camarão com sal pimenta e o alecrim.
2. Refogue o alho no azeite, acrescente a cebola, o tomate e o pimentão, refogue bem.
3. Junte o extrato de tomate e refoga mais. acrescente o chuchu e continue refogando. Vá colocando o caldo aos poucos.
4. Quando o chuchu estiver quase cozido, acrescente os camarões. Tempere com sal e pimenta, junte a salsa e o coentro.
5. Finalize com o leite de coco.
6. Sirva com arroz branco.


Chef Cris Leite


               CALDO DE CAMARÃO

Equipamentos
Balança analítica, fogão.
Utensílios
Bowl, colher de polietileno, chinoux, facas, panela.
Ingredientes
Quantidade
Cascas e cabeça de camarão
1,5 Kg
Folhas de alho poró
1 unidade
Folhas de aipo
1 unidade
Alho inteiro
2 unidades
Cebola inteira
1 unidade
Cenoura
1 unidade
Tomilho fresco
1/4 molho
Alecrim fresco
1/4 molho
Sálvia fresca
1/4 molho
Coentro fresco
1/4 molho
Pimenta em grãos
3 grãos
Água
5 litros
Modo de Preparo:
1 – Lave e higienizar todas as folhas e ervas.
2 – Lave as cabeças e cascas do camarão.
3 – Refogue as cabeças de camarão, junte o alho e continue refogando.
4 – Junte os demais ingredientes, acrescente a água.
5 – Cozinhe por 30 minutos, com a panela destampada.
6 - Passe o caldo pelo chinoux.
7 - Para congelar: coloque o caldo em formas de gelo, leve ao freezer. Depois de congelado, retirar da forma e acondicionar em saco plástico no freezer por até 3 meses.







Chef Cris Leite

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou…

“Independência ou morte”, proclamou o imperador D. Pedro I, declarando a Independência ao Brasil. O grito, às margens do riacho do Ipiranga marcou o fim do período colonial.
independencia
Quadro Independência ou Morte mais conhecido com "O Grito do Ipiranga" (óleo sobre tela de Pedro Américo - 1888), do acervo do museu do Ipiranga.

O saber da cozinha brasileira

Nossa comida recebeu influência de vários povos, por isso tanta diversidade  gastronômica. A memória gustativa de uma nação se revela através de seus hábitos alimentares, registros de suas receitas são fundamentais para tanto. Suas respectivas diferenças regionais ficam gravadas nos sabores típicos. Dois livros representam o esforço do saber culinário brasileiro: o primeiro registro da história da nossa cozinha nativa surge em 1840 com a obra O Cozinheiro Imperial,  sendo que o autor se apresenta apenas pelas iniciais do nome: R.C.M. Chef de Cozinha.
06092009833
Esse exemplar eu guardo no cofre do meu coração. Além de ter sido um presente da minha amiga e mestre Vivi Barros, é uma jóia rara e cara pra quem como eu quer fazer uma cozinha brasileira de verdade!
 06092009816
Em 1875, o livro O Cozinheiro Nacional,  editado pela importante Livraria Garnier, tinha um tom nacionalista e republicano. Nesse trecho do livro o autor desconhecido ressalta: "É tempo que este país se emancipe da tabela européia debaixo da qual tem vivido até hoje". Para tornar isso uma realidade, o livro apresenta um suculento elenco de receitas com cobra, anta, paca, tatu, cotia, jacu, tanajura, onça, macaco, gambá e papagaio. Mas também envereda por receitas como o mingau de cará, de palmito, suã ensopado, peru refogado com berinjela, com cará, chuchu, quiabo, jiló, taioba ou assado com pinhões.
cozinheiro

Homenagem ao sabor brasileiro


Essa receita é a minha homenagem ao sabor independente do Brasil. Tem a intenção de registrar o gosto da comida da nossa terra em nossas memórias gastronômicas. Esse é o caminho para tornarmos nossa culinária independente, forte e cada vez mais presente. A nossa cozinha é rica e maravilhosa! Cozinheiros brasileiros deveriam se orgulhar mais disso! Independência ou fome!

JABÁ PARAÍBA DESFIADO


Equipamentos
Balança analítica, fogão.
Utensílios
Bowl, colher de polietileno, faca, frigideira, panelas, tábua de corte.
Rendimento
4 porções

 

 

 

Insumos:

Ingredientes
Quantidade
Alecrim fresco picado
5 g
Alho picado
10 g
Carne de sol
400 g
Cebola picada
80 g
Coentro fresco picado
5 g
Colorau em pó
10 g
Leite de coco
120 ml
Abacaxi
1 unidade
Manteiga de garrafa
40 ml
Manteiga sem sal
20 g
Pimenta caiena
A gosto
Quiabo
8 unidades
Sal e pimenta do reino
A gosto
Sálvia fresca picada
5 g

Modo de Preparo:


1. Cozinhe a carne de sol e desfie.

2. Refogue a cebola e o alho na manteiga de garrafa, adicione a carne de sol e o colorau, refogue bem. Junte as ervas. Tempere com sal a gosto Finalize com o leite de coco para dar cremosidade ao refogado.
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3. Corte as fatias de abacaxi com 3 cm de espessura, retire o miolo, aqueça a manteiga e grelhe de um lado, tempere com sal e pimenta caiena, grelhe do outro lado e tempere com sal e pimenta caiena.
receita-abacaxi-grelhado-calda

4. Lave e higienize os quiabos, seque com papel toalha. Corte as pontas na diagonal. Grelhe os quiabos. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. 
  quiabo e temperos
Montagem: Dispor uma fatia de abacaxi, colocar a carne desfiada por cima com o molho. Decore com os quiabos grelhados.
                    Chef Cris Leite